image.jpg
Pingo da Meio Dia.jpg
Compartilhe:

Inclusão do 'Pingo da Mei Dia' no calendário turístico nacional vai à sanção presidencial

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou nesta terça-feira (2), em decisão final, o projeto de lei que inclui o Festival Pingo da Mei Dia no calendário turístico oficial do Brasil. A proposta (PL 3.035/2023), de autoria do ex-deputado Paulinho Freire (União-RN), recebeu parecer favorável do senador Alan Rick (União-AC) e segue agora para sanção presidencial.

O festival, realizado todos os anos em Mossoró (RN), marca a abertura oficial dos festejos juninos da cidade e já se tornou uma das maiores celebrações culturais do Nordeste. Em 2024, reuniu mais de 230 mil pessoas, transformando as ruas da capital do Oeste potiguar em um grande palco a céu aberto.

Criado em 2009, o Pingo da Mei Dia tem um formato peculiar: começa justamente ao meio-dia do primeiro sábado de junho e segue até a madrugada do domingo, em clima de prévia junina. O evento se espalha pela Avenida Rio Branco, no coração de Mossoró, com trios elétricos, artistas locais e nacionais, além de muita animação.

A proposta é simples e ao mesmo tempo inovadora: ocupar o espaço público com música, dança e tradições nordestinas, valorizando a identidade cultural da cidade. Além de shows e apresentações, o festival movimenta bares, restaurantes, hotéis e toda a cadeia produtiva do turismo, injetando milhões na economia local.

Muito além da música

Para o senador Alan Rick, relator da matéria, a festa é também um instrumento de fortalecimento comunitário. “O fortalecimento de laços comunitários e a promoção do voluntariado são aspectos que o evento estimula, impactando positivamente no bem-estar social.”

De fato, o Pingo da Mei Dia não se limita ao entretenimento. Ele se consolidou como espaço de convivência democrática, onde o povo toma as ruas e celebra coletivamente sua cultura, reforçando o sentimento de pertencimento.

Mossoró no mapa dos grandes eventos juninos

Ao lado de festas consagradas como as de Campina Grande (PB) e Caruaru (PE), o Pingo da Mei Dia coloca Mossoró no roteiro nacional dos festejos juninos. A cidade já é conhecida pelo espetáculo histórico Chuva de Bala no País de Mossoró, que reconta a resistência dos mossoroenses ao bando de Lampião em 1927. Com o festival agora reconhecido oficialmente no calendário turístico, a tendência é de fortalecimento ainda maior dessa vocação cultural.

O Pingo da Mei Dia é, portanto, mais do que um evento: é um símbolo da alegria, da criatividade e da hospitalidade potiguar. E, em breve, passará a ser reconhecido oficialmente em todo o país como uma das grandes celebrações da cultura nordestina.

Comentários


0 comentários para "Inclusão do 'Pingo da Mei Dia' no calendário turístico nacional vai à sanção presidencial"

Deixe um comentário para essa notícia

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

/1000.

Notícias relacionadas


Julgamento JB 1.png
Brasil

Saiba como foi o 1º dia do julgamento de Bolsonaro e mais sete réus

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, por volta das 17h55, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista. O julgamento será retomado nesta quarta-feira (3), a partir de 9h, quando serão ouvidas as sustentações dos advogados de Bolsonaro; do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira e do general Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022. Quem são os réus?• Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;• Alexandre Ramagem - ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);• Almir Garnier - ex-comandante da Marinha;• Anderson Torres - ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;• Augusto Heleno - ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);• Paulo Sérgio Nogueira - ex-ministro da Defesa;• Walter Braga Netto - ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;• Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Primeiro dia Pela manhã, o relator, ministro Alexandre de Moraes, leu o relatório da ação penal, documento que contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, última fase antes do julgamento. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação de Bolsonaro e dos demais acusados. Foram destinadas oito sessões para análise do caso, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro. A votação que vai condenar ou absolver os réus deve começar somente nas próximas sessões. As penas podem passar de 30 anos de prisão.   Sustentações Após intervalo para almoço, os ministros começaram a ouvir as sustentações dos advogados dos oito réus. A primeira a falar foi a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O advogado defendeu a manutenção do acordo de delação premiada e negou que o militar tenha sido coagido pelo ministro Alexandre de Moraes e integrantes da Polícia Federal a delatar. Em seguida, o advogado do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem negou que tenha sido determinado o monitoramento ilegal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de desafetos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o advogado Paulo Renato Cintra, Ramagem apenas “compilava pensamentos do presidente da República”. A defesa do almirante Almir Garnier negou nesta terça-feira (2) que o militar tenha colocado as tropas à disposição da tentativa de golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022.   Último a se manifestar neste primeiro dia de julgamento, a defesa do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal da Justiça Anderson Torres classificou chamada minuta do golpe encontrada pela Polícia Federal (PF) como "minuta do Google".  Os réus respondem no Supremo pelos crimes de: • Organização criminosa armada,• Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,• Golpe de Estado,• Dano qualificado pela violência e grave ameaça, • Deterioração de patrimônio tombado. A exceção é o caso do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A possibilidade de suspensão está prevista na Constituição. Fonte: Agência Brasil

Lula e Macron.png
Internacional

Com oposição da França, UE vai propor acordo comercial com o Mercosul

Depois de 25 anos de negociações, o aguardado acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) está prestes a viver um momento decisivo. A Comissão Europeia deve apresentar o texto nesta quarta-feira (3), abrindo caminho para o processo de aprovação no Parlamento Europeu e entre os governos nacionais do bloco. A votação, no entanto, está longe de ser garantida. Para entrar em vigor, o acordo precisa do aval de 15 dos 27 países da UE, que representem ao menos 65% da população do bloco, além da aprovação parlamentar. Um acordo histórico em números Considerado pela Comissão Europeia como o maior acordo já firmado em termos de reduções tarifárias, ele promete abrir espaço para um novo fluxo de comércio entre dois blocos que juntos reúnem mais de 700 milhões de pessoas. Alemanha e Espanha estão entre os principais defensores, enxergando na parceria uma saída para reduzir perdas provocadas pelas tarifas dos EUA sob Donald Trump e, ao mesmo tempo, diminuir a dependência europeia da China, sobretudo em minerais estratégicos como o lítio, essencial para baterias e transição energética. Desde a reeleição de Trump em 2024, a União Europeia intensificou sua estratégia de diversificação comercial, acelerando negociações com Índia, Indonésia e Emirados Árabes Unidos, além de fortalecer acordos já existentes com Reino Unido, Canadá e Japão. Nesse cenário, o Mercosul aparece como peça-chave. França lidera a oposição O maior obstáculo ao acordo vem de dentro da própria UE. A França, maior produtora de carne bovina do bloco, lidera a oposição, classificando o tratado como “inaceitável”. Agricultores franceses — e também de outros países — argumentam que a entrada de commodities sul-americanas a preços mais baixos, especialmente a carne bovina, colocaria em risco o setor agrícola europeu e não atenderia aos padrões de segurança alimentar e ambientais exigidos na Europa. As críticas não param por aí. Grupos ambientalistas também rejeitam a proposta. A organização Friends of the Earth chegou a chamá-lo de “acordo destruidor do clima”, afirmando que poderia incentivar o desmatamento e a expansão da produção intensiva de commodities no Brasil e em outros países do Mercosul. Onde o acordo pode travar No Parlamento Europeu, Verdes e partidos da extrema direita já sinalizaram resistência. E mesmo entre os governos nacionais, não há consenso. Caso Itália e Polônia se alinhem à França, por exemplo, o acordo dificilmente alcançaria a maioria qualificada necessária. O que está em jogo Apesar das críticas, os defensores enxergam no tratado uma oportunidade única: Para a Europa: abrir um mercado promissor para automóveis, máquinas e produtos químicos, além de ampliar a exportação de queijos, vinhos e presuntos com tarifas reduzidas. Para o Mercosul: conquistar acesso preferencial a um dos maiores mercados do mundo, fortalecendo exportações agrícolas e ampliando sua presença global. Mais do que comércio O debate em torno do acordo UE–Mercosul mostra que ele vai muito além das tarifas. Trata-se de uma disputa que envolve geopolítica, meio ambiente, agricultura e identidade europeia. Enquanto uns o veem como oportunidade de modernização e integração, outros temem que represente riscos para agricultores e para as metas ambientais. Se aprovado, o pacto poderá redefinir o lugar do Mercosul no comércio global e marcar uma nova fase nas relações entre Europa e América do Sul. Se rejeitado, será mais um capítulo na longa e conturbada história de negociações que já dura um quarto de século.

TV 3.0.png
Brasil

Entenda o que é e como vai funcionar a nova tecnologia da TV 3.0

A nova TV 3.0 desembarcará nos lares brasileiros a tempo da Copa do Mundo de 2026. O modelo é uma evolução da atual TV digital, que teve início em 2007. Considerada a “televisão do futuro", a TV 3.0 vai integrar os serviços de internet (broadband) à habitual transmissão de sons e imagens (broadcast), possibilitando o uso de aplicativos que permitirão aos telespectadores interagir com parte da programação.  Uma das principais inovações da TV 3.0 é justamente sua interface baseada em aplicativos, em que as emissoras terão condições técnicas de passar a oferecer, além do sinal aberto já transmitido em tempo real, conteúdos adicionais sob demanda, como séries, jogos, programas e outras possibilidades.  Além de mais qualidade de som e imagem, o novo sistema amplia as possibilidades de interação e personalização. Graças à integração com a internet, o telespectador poderá interagir com a programação - votando em tempo real em um reality show pela própria tela da TV, por exemplo. O sistema permitirá fazer compras diretamente de seu televisor, abrindo novas possibilidades de geração de receitas às emissoras. Também será possível acessar e consultar serviços públicos por meio de aplicativos disponíveis no aparelho, como o Gov.BR.  O sistema permitirá, ainda, a informação em tempo real de alertas de emergência sobre desastres, de forma altamente personalizada, a partir da recepção de sinal pela antena, sem a necessidade da conexão à internet.   O telespectador poderá, por exemplo, escolher uma câmera específica para assistir a um jogo de futebol – e ainda optar por ouvir o narrador ou apenas o som ambiente do estádio. TV 3.0 será gratuita?  Sim. Trata-se de uma tecnologia para serviço de radiodifusão, que continua livre, aberta e gratuita.  Como vou acessar? Os novos aparelhos da TV 3.0 deverão vir de fábrica com a primeira tela apresentando um catálogo de canais de televisão abertos - o que não vem ocorrendo na interface atual das SmartTVs, que se conectam com a internet e dão prioridade aos aplicativos on demand.   A troca de canais de forma numérica será substituída. Nos novos modelos, os canais serão acessados por aplicativos das emissoras, semelhante aos botões para acesso às plataformas de streaming.   TV 3.0 precisa de internet para funcionar? Não é necessário ter internet para ter acesso à TV 3.0. No entanto, as TVs conectadas vão propiciar mais opções de conteúdo, como a possibilidade de interatividade com os produtos que são distribuídos pela TV aberta.  Será preciso trocar o meu aparelho de TV? De acordo com o Ministério das Comunicações, caixas conversoras ou mesmo soundbars conversores poderão ser instalados junto aos televisores atuais, fazendo com que sejam convertidos para o novo padrão sem a necessidade de troca de aparelhos.  Quando o novo modelo entra em vigor? A migração será gradativa, com início nas grandes capitais. A expectativa do governo é que a estreia da TV 3.0 ocorra em junho do ano que vem, acompanhando a transmissão da Copa do Mundo de futebol. A transição total para o novo modelo, com cobertura em todo território, poderá ser concluída em até 15 anos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou no fim do mês de agosto o decreto de implementação da TV 3.0.