O mundo da moda perdeu, nesta quinta-feira (4/9), um de seus maiores nomes: Giorgio Armani, estilista italiano e fundador da grife que leva seu nome, morreu conforme comunicado oficial da empresa.
“Sr. Armani, como sempre foi chamado com respeito e admiração pelos funcionários e colaboradores, faleceu pacificamente, cercado pelos seus entes queridos. Incansável, trabalhou até os últimos dias, dedicando-se à empresa, às coleções, aos diferentes e sempre novos projetos”, diz a nota.
Armani tinha 91 anos e vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos meses. Em junho, pela primeira vez, se ausentou de um desfile, sinalizando o agravamento de seu quadro.
Um império da moda
Fundada em 1975, a marca Armani se consolidou como um dos maiores símbolos do luxo no mundo. O estilista transformou o conceito de elegância ao propor cortes minimalistas, discretos e sofisticados, que marcaram a moda internacional.
Ao contrário de outras grifes de luxo, a Armani sempre se manteve independente, fora dos grandes conglomerados como LVMH e Kering. Até o fim da vida, Giorgio Armani comandou diretamente seu negócio.
A fortuna do estilista o colocava entre os homens mais ricos do setor fashion.
Relações com celebridades
Ao longo das décadas, a marca construiu parcerias e amizades duradouras com grandes nomes da música e do cinema.
Entre eles: Michelle Pfeiffer, com quem Armani manteve uma relação de longa data, além de Beyoncé, Lady Gaga, Cristiano Ronaldo, Megan Fox, Cate Blanchett, Nicole Kidman, Calvin Harris e Rihanna, que vestiram suas criações em tapetes vermelhos e eventos globais.
Essas conexões ajudaram a transformar o estilista em referência cultural além da moda.
Sucessão incerta
Com a morte de Giorgio Armani, surge a dúvida sobre quem comandará o império. O nome mais cotado é o de Leo Dell’Orco, braço-direito do estilista e responsável pela linha masculina da grife.
O próprio Armani já havia elogiado publicamente Dell’Orco e o apontado como possível sucessor.